Pais, não tenham ilusões: estamos nas mãos dos obstetras

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A decisão mais importante que qualquer casa deve tomar depois de saber que está “grávido” é escolher um bom obstetra. E  de preferência que falem a vossa língua. E tenham em atenção aquilo que vocês querem.

Se vais ser pai, ou se tencionas sê-lo, tens de ter desde já uma noção: vais ter de assumir as responsabilidade da calma no aproximar da data de parto. A partir de um certo momento, nós futuros papás só queremos que corra tudo bem no parto, e entregamo-nos nas mãos do médica que, na maioria dos casos, também quer que o seu trabalho seja o mais cómodo possível. Sem lugar a grandes complicações. E as futuras mamãs vão acreditar nos médicos, e vão seguir tudo direitinho.

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Nós, futuros pais, vamos ter de aprender a ter sangue frio de forma a ter um sentido crítico da coisa. Na verdade, para os médicos obstetras o nosso bebé vai se tratar de mais um parto. Para nós, as coisas funcionam de maneira diferente. E se for o nosso primeiro filho , ou filha, como é o nosso caso, as coisas ainda são vividas com mais intensidade, e temos vários sonhos que, se não tivermos mão firme nas decisões, tudo aquilo que sonhávamos vai por água abaixo, e acreditem (porque conheço caso destes, o que me levou a estar atento), as mulhers vão aceitar todas as decisões do médico, mas na altura em que os bebés estiverem cá fora vão chorar baba e ranho por as coisas não terem acontecido como elas idealizaram. Mas nem sempre é possível bater o pé. Há situações nos quais somos esmagados.

Este discurso todo vem porque esta manhã fomos para uma daquelas que se esperam uma das últimas consultas no obstetra (a última será daqui a uma semana, dois dias antes da marcação da ida para o hospital. Isto se  as análises estiverem normais, mas adiante…). Como disse no último post, por ele ela já estava cá fora. Segudo as contas, ela era para nascer hoje. Não aconteceu, nem vai acontecer, ao contrário daquilo que nós, enquanto casal, pensámos, e que mãe queria muito: parto natural

Diz o médico que a bebé ainda não está encaixado, e que não se prevê que isso vá acontecer. Além disso, hoje verificou-se que que houve uma descida de peso. Está com 2, 450 Kg. Depois de ver, rever, de pouco refletir, porque ele avisou logo que não gosta de corrrer risco algum, a sentença veio de rajada e sem carga de emoção.

Médico obstetra – “Bem, então vocês vão fazer análises amanhã de manhã, vão-me mostrar à tarde no hospital,  depois dependendo das análises vocês dão entrada na quarta-feira, à noite, e quinta-feira faz-se a cesariana”.

Eu – “Então, mas…”

Na bola de pensamento do médico que eu consegui ler: “Não há mas, nem meio mais… É assim como eu digo e pronto”.

Assim, a seco. Sem lugar a contra-proposta. Ah, sim, porque o senhor doutor só faz cesarianas à quinta-feira no hotel que escolhemos.

Eu que bati o pé tanta vez para que aguarmos que a bebé quisesse nascer, hoje sinto-me completamente incapaz… Vamos esperar que tudo corra bem


OHomemdeCaxemira

 

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