O síndrome de pressão alheia

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Durante a última semana, a minha mãe passou a ligar todos os dias a dizer sempre com a desculpa de estar preocupada se eu colocava  comida na mesa, porque aqui a menina da casa já tem de pedir licença a um pé para mexer o outro, mas termina sempre o telefonema a perguntar: “Então quando ela nasce?”. Lembrete: não esquecer na próxima gravidez comprar uma bola de cristal ou marcar consultas diárias com o doutor Karamba para poder responder à mãe.

Mas não é a única. À medida que o tempo avança, parece que as pessoas ao nosso redor ficam mais impacientes que nós… os próprios pais. Eu já estou em casa há duas semanas, e confesso que a ansiedade começou a chegar ao de leve nos últimos dias. Hoje acordei mais ansioso com o normal. Já aqui expliquei que acho mesmo que a criança vem cá para fora este fim-de-semana. O facto de já ter passado há algum tempo o prazo previsto do nascimento aqui da princesa, deixa-me inquieto.  Isto aliado às dores da M.! Começo a não saber muito bem o que fazer. Mas bem, isto é normal. O que foge do parâmetro da normalidade é aquilo que eu passei a chamar o síndrome da pressão alheia.

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Também na última semana recebi o telefonema do patrão. A perguntar se estava tudo bem? Claro que não. Quis fazer colocar à prova a pontualidade da menina que tinha prometido nascer durante a última semana, ao bom da estilo da precisão de um relógio britânico. “Não era hoje que ela nascia?”, perguntou.

Por fim, tive uma cunhada ainda mais ansiosa do que eu. Ainda temi pelo dia em que ela viesse cá para casa para estar a olhar para barriga e a fazer contagem decrescente in loco para o nascimento da criança.


ohomemdecaxemira

 

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