A verdade sobre a vida dos homens no mundo das fraldas

A verdade sobre a vida dos homens no mundo das fraldas

Quando a M. estava no oitavo mês de gestação, eu comecei a treinar com alguns recém-nascidos, filhos de amigos nossos, mas a coisa não correu lá muito bem. E comecei a ficar com medos. Tremi todo quando tive de pegar num recém-nascido. isto é um medo dos homens em geral. Temos medo de partir alguma coisa ou deixar alguma coisa fora do lugar. E fugi na altura de mudar a fralda. Cheirava tão mal que o reflexo do vómito surgiu de imediato.

AstronautaNesta altura tive vários pensamentos negativos. Pensei que não conseguiria ser um pai em condições, que seria um pai amedrontado, com medo de tudo, principalmente de mexer e interagir com a própria filha. Passou-me também pela cabeça ter de comprar um fato de astronauta para o dia em que me estreasse no mundo das fraldas. Mas afinal não foi preciso nada disso…

É preciso colocar um ponto final em  em alguns mitos associados ao início da vida de pai, como é o caso da relação entre homens e fraldas. Eu passei a adorar o cocó da Bebecas. Para mim até há coisas dois meses este cenário era quase impossível, mas a verdade é que agora dou gargalhadas, grito “Hurrah!”, e bato palmas cada vez que a ouço a fazer cocó. Tudo se torna mais relativo quando passamos pela experiência de ver uma bebé a chorar por causa de gases ou do desconforto de não conseguir evacuar.

“O único momento de alta adrenalina descontrolada – pelo menos foi assim que me aconteceu – é quando  a enfermeira nos coloca a criança no colo”

A todos aqueles que estão prestes a serem pais e têm medo de pegarem em crianças com menos de 50 centímetros só tenho a dizer uma coisa: a partir do momento em que nós homens vê-mos a nossa bebé nascer, parece que se liga automaticamente o cheap do Manual de Sobrevivência de Pai, logo a seguir do grande livro Desenrascanço de Pai. As mães já levam uma grande vantagem sobre nós, pais, porque andam nove meses a carregar a criança, mas nós também chegamos lá. O único momento de alta adrenalina descontrolada – pelo menos foi assim que me aconteceu – é quando a enfermeira nos coloca a criança no colo. Ainda tinha todos os receios do Mundo instalados no meu corpo, mas foi uma sensação que durou 5 segundos. Depois o tal cheap começou logo a funcionar. E comecei a pegar na bebé com uma confiança que eu próprio desconhecia ter. Há uma sensação de posse que se transforma em autoconfiança. Eu olhei para a Bebecas e disse: – “Tu és minha filha”. Estas palavras foram tão fortes que consegui fazer tudo. Se a M. me deixasse até já passava a fazer piruetas e acrobacias com ela…

A mudança da fralda

Depois, as grandes aventuras são as mudanças de fraldas e banhos. Na primeiraIMG_1219 semana há um único senão: o coto da Bebecas. Apesar de garantirem que se pode mexer à vontade porque a bebé não sente nada, invariavelmente pensava na dor que teria se tivesse uma mola pendurada no meu umbigo e houvesse uma pessoa a mexer nela constantemente. Dói muito, e eu não queria que a minha filha sentisse o mesmo.

Tirando este fator, mudar a fralda, acreditem homens, não custa nada. Nem é preciso comprar nenhum fato especial para ter lidar com o cocó do bebé. Não cheira absolutamente a nada. Acreditem em mim. Durante o primeiro mês tudo é pacífico.  E posso desde já dizer que este grande tema é divido em três fases:

  1. Ao final do segundo dia surge uma grande cagadela. É castanha bastante escura. Quase preto. Chama-se mecónio. Quando o virem não se assustem. Doi mais à vista do que ao nariz. E só acontece no máximo duas vezes.
  2. Depois vem cocó que é amarelo mostarda.
  3. E já no final do primeiro mês, inicio do segundo vem um amarelo mostarda, mas com tons alaranjados.

Preparem-se que é nesta altura que também surgem as primeiras surpresas. As cagadelas até às costas, tal como descrevi neste post.

Mas resumindo o capítulo das fraldas, o melhor conselho que tenho para dar é que na hora de as mudar tenham uma grande autoconfiança. É meio caminho andado para que tudo corra bem. Mostrem que têm tudo sobre controlo, e nunca se esqueçam de antes de começar   ter tudo à mão. E este tudo engloba: um resguardo (isto é muito importante. No dia em que vocês se esquecerem, é o dia em que o bebé vai lembrar-se de fazer xixi ou cocó. Aqui em casa isso já se passou…) ,uma fralda, compressas, e água quente (a bebé vai sentir-se mais confortável). Se o tempo for curto podem substituir os dois últimos items por waterwipes (toalhinhas de água).

“Já a M., que eu me lembre assim de repente, levou com três presentes líquidos, e dois sólidos. […]O último foi em jato”

Mais um conselho. As fraldas Dodot são as que têm um marketing mais intensificado nochicco3 capítulo das fraldas. Mas experimentem as da Chicco. Não ficam tão húmidas por fora, e não têm um cheiro tão intenso. O gosto de cada pessoa é diferente, mas desde que passámos a usar as fraldas da Chicco não mudámos mais. Para quem estiver pensar a testar, tenham só atenção aos tamanhos: o tamanho 2 da Chicco é equivalente ao tamanho 1 da Dodot, e o tamanho 1 da Chicco são indicados para os bebés prematuros.

Entretanto, aqui em casa começou uma competição: quem é que a Bebecas castiga mais com cocó ou xixi na altura de mudar a fralda. Para já, a M. tem sido a mais castigada. É verdade que depois de eu ter regressado ao trabalho é aquela que tem mudado mais vezes as fraldas, mas eu ainda não levei com um único presente. Já a M., que eu me lembre assim de repente, levou com três presentes líquidos, e dois sólidos. O último foi em jato, e acabou por sujar-lhe a roupa toda. É a vida… E desde cedo que se começa a perceber que as meninas têm uma ligeira preferência pelo Pai. 😀


ohomemdecaxemira

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4 Comments

  1. Vânia
    May 3, 2017 / 5:28 am

    Fraldas libero! Teem elástico atrás e essas cagadas até as costas diminuem significantemente!

  2. Helena Santos
    May 5, 2017 / 6:21 pm

    a Wells tem!

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