Socorro, ela diz uma coisa e faz outra #1

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No último mês e meio a minha vida tem sido  Bebecas, e trabalho. Eu e a M. quase que não temos tido tempo para nós, mas mesmo assim ainda há momentos em que ela dá o ar de sua graça, e mostra que o seu nível de coerência está, de quando em vez – como dizer isto sem ferir muito a susceptibilidade feminina -, baixinho, baixinho, baixinho.

Os sintomas do “ela diz uma coisa e faz outra” começaram por fazer sentir no início da relação, e foram-se agravando ao longo dos tempos. E quando é relacionado com compras, uiiii!!!, parece-me que a palavra coerência deixa de existir no dicionário. Nem a maternidade muda esta particularidade (não chamei defeito, viram como sou fofinho).

Vem isto a propósito de uma visita ao Ikea. Eu e a M. decidimos ir ao Ikea há dois dias com o objectivo de comprar caixas para arrumações de várias coisas, entre elas algumas peças  de roupa. Eram para ser umas compras simples. Mas demoraram dois dias – repito, dois dias caros (as) leitores (as) – para finalizar as compras

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Dia 1:

Eu – Bem, eu para arrumar as minhas coisas preciso de quatro caixas. E tu?

M. – Eu preciso de apenas três.

Chegamos a casa, a M. começa a arrumar as coisas dela, e quando dou para mim ela usou as três caixas que dizia que precisava, mais as minhas quatro caixas que estavam reservadas para mim. Portanto, M. (1): 7 caixas, Eu: 0 caixas .

M. – Oh desculpa amor, eu amanhã passo no IKEA e compramos mais

Eu – Oh, não tem problema [o que é eu ia fazer, nada, não é?]

Dia 2

Dia de ir ao Ikea outra vez, tal como a M. disse. Acabamos por ir os dois e a Bebecas, novamente.

Tentei colocar logo colocar a M. contra a parede, para não haver cá mais brincadeiras

Eu – Eu preciso de quatro caixas, e tu?

M. – Não preciso de mais nenhuma?

Eu – Mesmo?

M. – Não, não preciso mesmo.

E ela não levou mais nenhuma efectivamente. “Muito bem. Cumpriu com a palavra à segunda vez”, pensei eu.

Chegamos a casa e começamos a arrumar as coisas. Eu vou para o meu canto arrumar as minhas coisas planeadas para quatro caixas, e ela começa a arrumar as coisas dela. Quando dou por mim, só estou com três caixas ao meu lado. E ela ainda com um ar de quem tem toda a razão vira-se para mim e diz: “Vê lá se não consegues arrumar as coisas em três caixas”.

Pois, exacto. Então eu decidi comprar quatro caixas porque gosto de ver coisas amontoadas em casa sem uso nenhum.  Resumindo: ela já leva oito caixas de avanço, quando no inicio precisava de três, e eu fico resumido a três caixas. E vamos lá ver se enquanto eu escrevia este post ela não foi tirar coisas de uma das minhas caixas por precisar de mais uma.

É assim a coerência feminina cá por casa… Mas eu eu já devia estar preparado. A M. passa a vida a dizer que tem pouca roupa, mas na verdade precisou de oito (!) caixas para conseguir encaixar meia dúzia de trapinhos.


ohomemdecaxemira

 

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