Fuga ao stresse cá dentro #1 | VILA NOVA DE MIL FONTES

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A última vez que estive em Vila Nova de Mil Fontes foi há 12 anos com o meu grupo de juventude que… dura até aos dias de hoje. Nesse tempo fique instalado no muito luxuoso Parque de Campismo de Vila Nova de Mil Fontes, o que fica ao pé do campo de futebol. Não havia sequer notícias de haver hotéis. Só apartamentos para alugar. Ninguém tinha carro na altura, e por isso tinha de andar a penantes para todo o lado – o que foi meio caminho andado para não sairmos muito do parque de campismo -, e a comida era racionada. Tudo contada ao milímetro pela ‘Sargenta’. Não havia cá mais do que seis fatias de fiambre, outras tantas de queijo, uns iogurtes e uma fruta. Na loucura, em dias definidos tínhamos direito aos croissants da Mabi, a pastelaria mais famosa por aquelas bandas. Lembro-me de na altura ter pensado: ‘isto é giro, mas não é nada estonteante’.

Doze anos as coisas foram bem diferentes, e o meu pensamento mudou. Apareci em Vila Nova de Mil Fontes no último fim-de-semana já casado, com uma filha, com carro, e com direito a uma casa num aldeamento de um hotel. O Duna Parque Beach Club, que tem três estrelas. Não é dado a grandes luxos, mas é um espaço simpático. A casa do aldeamento onde eu, a M. e a Bebecas ficámos dava para seis pessoas. E toda ela é decorada com objetos do IKEA. Já a parte exterior do hotel tem uma piscina bastante agradável, jacuzzi, um court de ténis, e acesso a uma praia exclusiva.

A atmosfera vivida em Vila Nova de Mil Fontes nesta altura do ano é de relaxamento total. Deu para abstrair de (quase) tudo da vida do dia-a-dia. Foi em Vila Nova de Mil Fontes que a Bebebecas bateu o recorde do maior número de horas a dormir de seguida. Foram sete numa noite. Para quem costuma dormir apenas quatro, não foi mau.

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Há uma razão para isso. Foi o fim-de-semana que a Bebecas mais passeou. Isto teve tanto de bom, como de mau. Mas isso são outras histórias. Saíamos de casa cedo, e não era preciso andar muito para encontrar paisagens de cortar a respiração. Mas o meu grande destaque vai para a zona do Portinho do Canal. É a zona portuária de Vila Nova de Mil Fontes. Ainda fica um pouco afastado do centro, mas basta perguntarem a um qualquer local onde é, e estão lá em dois minutos.

Vale a pena. Tem um dos ocasos mais bonitos que eu alguma vez vi em Portugal. 

Por do Sol Vila Nova Mil FontesEnquanto eu e a M. esperávamos por este momento, petiscámos umas ameijôas a Bolhão Pato – bem servidas e confeccionadas – no Porto das Barcas, de onde dá para ver o ocasso sentado numa esplanada. É um restaurante tranquilo que serve almoços entre as 12.30H e as 15.00H, e depois só serve petiscos e jantares a partir das 19.00H. É um espaço calmo, e ainda um pouco secreto. Não é muito divulgado nos vários artigos turísticos que vão saindo na comunicação social dedicada ao Lifestyle.

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Mas o  pôr do sol em Vila Nova de Mil Fontes é bonito em qualquer lado.

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Mesmo quando o céu está carregado de nuvens.

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A esplanada do restaurante do Hotel HS, onde jantávamos e tomámos o pequeno-almoço
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De dia a vista era assim…

 

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A vista do restaurante A Choupana
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A zona portuária
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Há muitas gaivotas por aqui…
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A luminosidade de Vila Nova de Mil Fontes
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Vila Nova de Mil Fontes vista da praia das Furnas, que fica do outro lado da ponte (em direção a Odemira)
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Nas bermas da estrada há alguns ninhos de cegonhas

Antes do regresso a casa, passámos pela Ilha do Pessegueiro, em por Porto Covo

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… e tentámos não cantar a música do Rui Veloso. Impossível!


ohomemdecaxemira

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