Ao fim de dois meses de vida de pai: nada de truca-truca, e um jantar romântico… à beira da cama!

Ao fim de dois meses de vida de pai: nada de truca-truca, e um jantar romântico… à beira da cama!

Há coisas que têm de ser faladas e esclarecidas. Já esclareci aqui que uma pessoa passa a viver à vez com a pessoa que vivemos depois de ter um filho. E agora vou falar sobre… sexo depois do nascimento de um bebé. Resumidamente é quase como procurar uma agulha no palheiro. Esta vida não é para quem quer, é só para quem pode e quem aguentar um período celibatário.

Ter uma filha é a melhor coisa do mundo, mas tenho para mim que, continuando assim, vou ficar virgem novamente. É que ao final de dois meses de ser pai o resumo é fácil de fazer: nada de truca-truca, e contabilizo e um jantar romântico à beira da cama. Que foi resultante da tentativa de truca-truca. 

Nos primeiros dias, e quem diz nos primeiros dias diz no primeiro mês, vá, as mulheres que têm parto natural, e que tiveram de fazer uma episiotomia, acabam por ficar todas agrafadas lá por baixo. Aquilo não é bonito de se ver. As próprias parece que vêm bicho sempre que tem de lavar as partes íntimas quando tomam banho.

Segue-se o segundo mês. É o mês da sedução. É o de voltar a um contacto… mas ligeiro. Que isto não é assim à maluca. Cá em casa não existe o vai, toca, despe, tira, põe, tira, aaahhhh… e já está. Mas durante este tempo surgiu um outro “problema”: a Bebecas. Reparem que coloco problemas entre aspas. Não levem a palavra à letra. Não é problema nenhum, porque fomos nós que quisermos ter filhos. Para conseguir o objectivo de fazer  amor, torna-se um problema.

Como já vos disse esta bebé absorve muito tempo. E conseguiu interromper aquilo que seria uma grande noite de rambóia. A Bebecas estava no quarto já a dormir – numa altura em que, pensávamos nós, estava a conseguir dormir durante cinco horas seguidas -, e eu e a M. na sala já em alto esfreganço, com beijos daqueles que parecía que íamos engolir o Planeta Terra… O ambiente já estava quente, na minha cabeça já passava em grandes letras garrafais em néon “É agora, É agora…”… Já íamos para a parte do colocarmos em grande vontade, e eis que surge o clima anti-tesão. “Muah, Muah, Muah”… mas assim aos altos berros. Só Para que não houvesse dúvidas que ela queria companhia naquele momento.

Era a Bebecas que já demonstra uma grande sentido de oportunidade. Escusado será dizer que  foi tudo por água abaixo. A bebé só voltou a adormecer quando tinha a garantia que estava alguém presente. A noite terminou com um jantar romântico (cof, cof…) à beira da cama. A M. sentada no topo de um lado da cama, com uma mão ocupada com o garfo do prato que eu tinha me esmerado a confeccionar e a outra a segura a pequena mão da Bebecas, e eu sentado em cima da bola de pilates assente no chão no mesmo lado da cama. Enfim, foi o que se arranjou.

Nos dias seguintes tentámos insistir, mas o cenário continua igual. As circunstâncias também não são as ideais. Por uma questão de conforto, descanso de consciência, e de necessidade que a Bebecas não passe a berrar a noite toda, ela esteve até há bem pouco tempo a dormir na nossa cama, e agora estou num berço ao lado; eu e a M. não temos os nossos pais perto de nós que nos permita dizer “olhem, venham cá a casa durante três horas, para nós irmos fazer amor ali para o Ritz”; e também não dá muito jeito fazermos 600 km num fim-de-semana para ir levar a Bebecas à casa dos avós enquanto eu e a M. fazemos um tour pelos Motéis do Norte do país.

Claro que há quem vá pensar que quando uma pessoa “quer muito uma coisa, acaba uma maneira para conseguir”, e imagino que haja casais que continuam a ter uma vida sexual como se nada fosse.  Eu e a M. é que ainda não chegamos a esse patamar, e já lá vão mais de dois meses… É o chamado aguenta e não chora, porque depois da tempestade vem a bonança.

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1 Comment

  1. July 17, 2017 / 8:57 am

    Ahahha, coisas da vida. Boa sorte! 🙂

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