O primeiro dia de creche… dói!

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Confesso! Quando regressei ao trabalho depois dos primeiros 15 dias de licença pelo nascimento da Bebecas, nunca tive qualquer tipo de sensação negativa. Quer dizer, durante o dia ia tendo saudades de ter anseio em voltar para ao pé dela, mas nunca fiquei ansioso. Afinal, ela estava da companhia da outra pessoa que, no mínimo, tem o mesmo amor por aquele ser recém-nascido do que o eu. Ficava em segurança, e eu tinha a certeza que nada de mal iria acontecer.

Os sinais de ansiedade apareceram na quarta-feira, dia 13 de setembro. O primeiro dia de creche da Bebecas. Foi o  primeiro dia ficou sozinha com uma perfeita desconhecida. A única coisa que eu sei sobre a educadora da Bebecas é que se chama Madalena. Não sei rigorosamente mais nada… Mas mesmo assim eu e a M. deixámos a nossa cria durante uma hora nas mãos da Madalena.

Enquanto me dirigi para a creche não pensei em nada. Era mais um dia como outro qualquer. A única diferença era de que ela iria ficar numa creche. Mas depois de me vir embora só com a M. passaram poucos seguntos para eu  que era uma diferença gigantesca. Também não tive muita sorte. No dia em que eu e a M. entregámos a Bebecas, os bebés da sala estavam a chorar em uníssono. Não foi bom de se ver…

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Mil e umas perguntas me assaltaram a cabeça, e o coração ficou apertadinho. A Bebecas não é propriamente uma bebé fácil, e se a educadora não tem paciência para ela? E se com a falta de paciência ela é mais agressiva. E quando ela quiser e precisar carinho e de mimo, ningém o der? Fiquei ansioso. E só sosseguei quando passada a hora que estava estipulada para a Bebecas neste seu primeiro dia de creche a M. me disse que tinha tudo corrido bem.

Mas há a parte cómica de toda esta situação. Eu e a M. armados em valentões a pensar em usufruir daquele que foi o primeiro pequeno almoço sozinhos ao final de muitos meses, e com uma grade conversa de heróis:

M. – Bem, então vamos agora planear uma tarde para irmos ao cinema.

Eu. – Pois, agora já vai dar tempo. É quando quiseres…

(…)

Esta conversa de valentões durou menos de um minuto… Facilmente nós os dois chegámos à conclusão que não vai dar. Fiquei com a certeza que enquanto a M. não começar a trabalhar vai estar a cronometrar o tempo em que a Bebecas vai ficar na creche. E com um bocadinho de sorte ainda vai haver dias que esta espera será sentada no carro estacionado em frente à creche. E eu vou querer sair do trabalho e dar colo à Bebecas.


ohomemdecaxemira

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