Perdemos a vergonha de esterilizar a chucha… cada vez que caía!

Perdemos a vergonha de esterilizar a chucha… cada vez que caía!

Nos primeiros cinco meses de Bebecas, eu e a M. esterilizámos a quantidade infinita de chupetas que ela tem (em seis meses existem perto de quarenta lá em casa)  sempre que estas caíam ao chão. O esquema era mais ou menos este: uma chupeta caía, iamos buscar outra chupeta para dar à Bebecas, que voltava a cair dois minutos depois, e lá ia esta também para o canto das chuchas porcas, e lá vinha mais uma chucha limpinha. Cada vez que havia um montinho de chuchas porcas, eu e a M. punhamos logo a esterilizar para que nada mau acontecesse à Bebecas. Não fosse ela apanhar logo uma doença grave e esquisita por causa de uma chupeta que tenha caído no chão durante cinco segundos, mesmo tendo a tetina da chupeta (é assim que se diz mesmo?) não tenho tido contacto com o chão. E isto acontecia várias vezes ao dia. Nestas coisas a M. era mais picuinhas do que eu (coisas de mulher, certo?) mas eu também me deixei contagiar por este cuidado todo. 

Até que chegou um  belo dia (não foi assim há tanto tempo) que… as chuchas tiveram um triste destino. Como normalmente não há nada para fazer (ironia, está bem?) quando um casal está em casa na companhia de um recém-nascido, neste dia tanto eu e a M. esquecemo-nos por completo que tínhamos colocado as chuchas a ferver na panela. Um esquecimento de meia hora (!) fez este bonito serviço. Lá se foram quatro chuchas. Morreram carbonizadas. Paz às suas almas. (e ainda bem que estávamos em casa, porque caso contrário as consequências podiam ter sido bem piores).   

 

Chupetas Queimadas

E foi nesta altura que morreu também a ideia de esterilizar as chuchas cada vez que elas caiam no chão cá de casa. Perdemos a vergonha e as manias de limpeza extrema, e passamos a ter o pensamento “vai… o que não mata engorda”, ou então “ela tem de ganhar imunidades”.

A política das chuchas passou a ser: se cai em casa uma lavadela com água quente, e pronto a chucha está como nova,  pronta para ser usada.  E até agora. garanto-vos, a Bebecas ainda continua com a saúde de ferro. A única variante é quando a chucha cai fora de casa. Aí, pronto, também não vamos esticar a corda completamente. Mas mesmo assim a Bebecas só tem uma vez espaço para o erro. Nós levamos sempre uma chucha dentro de um porta-chuchas todo jeitoso (quando nos lembramos dela). E caso essa chucha caia ao chão não há mais alternativas..

P.S – Quando tirámos as chuchas carbonizadas do tacho ainda pensámos em fazer um quadro, mas depois chegámos à conclusão que se calhar não valeria a penas… 

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