Que tipo de pai eu sou…

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Hoje é Dia do Pai! Altura para duas comemorações aqui no blogue. O facto de a Bebecas já ter completado um ano de vida que  não tinha sido aqui o registado, e ainda o de ter sobrevivido até aqui para comememorar o meu segundo Dia do Pai. Este último ano foi um autêntico carrosel de emoções, e de modificações. Eu queria muito ser pai, mas se calhar ainda não estava totalmente preparado para os desafios de ter um filho. Acho que ninguém está. Ninguém está verdadeiramente preparado para os momentos de angústia por todas as condicionantes a que passamos a estar votados. A loucura foi tanta que escrevi isto num momento de menor paciência.

Mas adiante… Hoje, logo de manhã tinha um presente à minha espera em cima do berço da Bebecas (passei o fim de semana a receber presentes tal como fui relatando na minha página de Instagram): o livro “Querido Pai”, de Angélique Pelletier e Orianne Lallemand, que teve direito a dedicatória e tudo. “Para o melhor papá do mundo! Da Bebecas que te ama!”.

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Sei que não foi ela que escreveu, e até acho que ela ainda não sabe muito bem o que sente por mim porque quando a mãe está, ela não quer conversas comigo. Mas sei aquilo que sinto: amo-a muito. E estas pequenas coisas enchem-me a alma. Torna-me especial. E é com ajuda do  livro que recebi hoje de manhã que vou tentar definir-me como pai… neste momento.

Sou o Pai Força, que atira a Bebecas ao ar, para ela conseguir voar. Se bem me lembro foi a primeira vez que consegui uma gargalhada dela.

Sou o Pai Risota. Faço macaquices, e rebolo pelo chão da casa. Demorei tempo a brincar com ela, e a saber o que a poderia fazer rir, mas consegui. Um simples atirar de bola para o ar e apanhá-las atrás das costas é motivo de muita risota.

Sou o Pai Rabugento. Quando resmungo e não quero sair de casa. Há dias que não quero passeatas, e dou por mim a desejar e a implotar pelo velho trajeto Cama-Sofá-Cama. Mas esse caminho foi interdito há 12 meses.

Sou o Pai Ternura, porque abraço a Bebecas com tanta força que a sufoco. E ela não gosta nada. A Bebecas detesta apertos.

Sou o Pai Cócegas. Aprendi a brincar com a Bebecas às escondidas pela casa ou à luta na cama… quando ela deixa. Também jogo às apanhadas, e quando a apanho encho-a de cócegas.

Infelizmente, também sou o Pai Trabalho. A maioria dos dias chego a casa já de noite, como os olhos cansados e testa franzina. Durante a semana estou com a Bebecas menos de uma hora e meia por dia (e já estou ser simpático). E por vezes, já durante a noite  ligo o computador e ainda vou trabalhar “mais cinco minutos” que normalmente não demora menos de duas horas.

Já tentei ser Pai Felicidade aquele que  leva a mãe ao restaurante favorito e lhe oferece um ramo de flores… mas não tem sido possível. Devido a circunstâncias várias, sempre que houve jantar mais fino, ou um fim de semana fora, a Bebecas foi sempre connosco. Além da falta de tempo, a M. também ainda não demonstrou muita abertura para deixar a Bebecas na casa dos avós ou com amigos para irmos para a rambóia. (Por falar nisto, temos agendado uma idade a um concerto no próximo dia 31 de março. A M. já anda a preparar-se psicologicamente para aí há umas duas semanas. Vamos ver como vai correr).

Por fim, e não vou negar, sou também um pai que desenvolveu dois sentimentos que andam em paralelo, coladinhos um ao outro: falta de paciência (daquela que deixa os cabelos em pé) e amor incondional.  A falta de energia está de tal forma que o vale de uma manhã de sono tranquilo dado pela mãe no último fim de semana foi quase como me tivesse oferecido um vale que proporcionasse um dia inteiro a conduzir um Ferrari F40 por Lisboa, e uma noite no Ritz.

Bom dia! A antecipação do Dia do Pai continua … 🙂

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Mas diga-se em abono da verdade que na guerra entre os dois sentimentos, ganha sempre o Amor Incondicional. Amor Incondicional deixaram ser duas palavras bonitas de se dizer, e que fica bem em qualquer texto, e que acentua o romantismo, para se tornar um sentimento colado ao meu corpo e alma. Fiquei a saber disso quando fui a uma festa de aniversário. A minha vontade de sair e beber uns copos era muita, mas foi sobreposta pelo facto de me sentir incompleto com a ausência da M. e da Bebecas. A determinada na altura já só o meu corpo estava a dançar. A minha alma procurava por cada esquina a cara da Bebecas. Vou experimentar uma noite desta ir para uma discoteca da capital com ela para a rambóia. 😀

ohomemdecaxemira

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