A educação vem de berço. Ou então não…

Uma pessoa sabe que os fusíveis da carola mudam para o modo Pai quando passa a não achar tanta graça aos diálogos que no passado ainda davam para soltar uma boa gargalha. E agora penso o quão estúpido conseguia ser.

Mas bem… Adiante. Ontem estava eu em frente ao computador, sozinho – a M. e a Bebecas já dormiam profundamente –  a pensar mais ou menos na morte da bezerra, e a contar carneirinhos para ver se o sono aparecia quando fui despertadi por uma conversa entre pai e filho que não tinha mais de oito anos.

E o diálogo até que até começou bem… Pensei: sim senhor, é este tipo de pai que eu quero ser.

Pai: Vai filho, com esse ténis tu consegues tudo…
Filho: O quê.
Pai: Com esses ténis podes ir onde quiseres…

Depois é que a coisa descambou, e o pensamento passou a ser Deus me Livre e guarde. E também há pais que mais valia não o serem.

Pai – Eu não te perdoo de não teres dado nos cornos no senhor da loja…
Filho – Porquê?
Pai – Era para teres dado no focinho a ele.
Filho – [silêncio…]

Enfim… Há doenças incuravéis, e este senhor tem uma delas. Chama-se: espupidez crónica. Depois toda a gente assobia para o lado quando se houve de bullying nas escolas. Este miúdo sofre claramente de buyling em casa, e vai ter de descarregar a sua frustração em algum lado.

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